Em um emocionante tributo à memória e ao impacto duradouro de uma das mais queridas educadoras de <b>São José</b>, o Centro de Educação Infantil (CEI) <b>Maria Minervina Soares Cunha</b>, localizado no bairro <b>Ipiranga</b>, apresentou nesta quarta-feira (15) um livro ilustrado e um curta-metragem dedicados à vida da professora. Conhecida carinhosamente como <b>professora Lia</b>, Maria Minervina, que dá nome à instituição, teve sua trajetória eternizada em um projeto pedagógico que mobilizou crianças, educadores, familiares e amigos, culminando em uma celebração que ressalta a importância das contribuições das mulheres negras para a sociedade brasileira, em consonância com as iniciativas do '<b>Julho das Pretas</b>'.
O 'Julho das Pretas' e a valorização das trajetórias femininas negras
O evento de lançamento não foi apenas uma homenagem isolada, mas parte integrante de um movimento maior: o '<b>Julho das Pretas</b>'. Esta iniciativa nacional, que ganha força a cada ano, busca dar visibilidade e valorizar a luta e as conquistas das mulheres negras em diversas esferas da sociedade. Em <b>São José</b>, a <b>Secretaria Municipal de Educação</b>, através do Setor de Educação para as Relações Étnico-Raciais (Erer), tem desempenhado um papel fundamental na promoção de um currículo mais inclusivo e representativo, que reconheça e celebre figuras como a professora <b>Maria Minervina</b>. A diretora do CEI, <b>Cristina da Silva</b>, salientou que as produções nasceram de um trabalho pedagógico que visava exatamente isso: compartilhar e eternizar a história de uma mulher negra que deixou um legado indelével na educação.
A relevância do '<b>Julho das Pretas</b>' transcende o mero calendário, transformando-se em um período de reflexão, reconhecimento e empoderamento. Para a comunidade escolar do CEI <b>Maria Minervina</b>, a ocasião foi ideal para solidificar a memória da educadora, não apenas como uma figura histórica distante, mas como uma inspiração viva para as novas gerações. A escolha de formatos acessíveis, como o livro ilustrado e o curta-metragem, demonstra um compromisso com a disseminação dessa memória de forma didática e envolvente, permitindo que a história da professora <b>Lia</b> alcance corações e mentes, perpetuando seus valores e ideais.
Desenvolvimento do projeto: pesquisa, arte e comunidade
A criação do livro e do curta-metragem foi um esforço coletivo e meticuloso. O projeto envolveu uma fase inicial de pesquisa aprofundada, onde professores e alunos mergulharam na biografia da professora <b>Maria Minervina</b>. Este estudo não se limitou a dados bibliográficos; incluiu a valiosa contribuição de testemunhos de pessoas que conviveram diretamente com a educadora. Através de contações de histórias e rodas de conversa, a equipe conseguiu reconstruir a rica tapeçaria da vida de <b>Lia</b>, capturando sua essência, seu entusiasmo e sua profunda paixão pela educação. A culminância desse processo foi a produção audiovisual e literária, que buscou traduzir toda essa pesquisa em formatos que pudessem ser compreendidos e apreciados por um público diverso, especialmente as crianças do CEI.
A apresentação do projeto foi um evento multifacetado, marcado por um teatro vibrante que encenou passagens da vida de <b>Maria Minervina</b>, e uma emocionante roda de conversa que reuniu familiares e amigos. Este formato interativo permitiu que as crianças e a comunidade não apenas assistissem, mas também participassem ativamente da celebração, sentindo-se parte da história que estava sendo contada. A emoção era palpável, especialmente para o filho da professora, <b>Adriano Cunha</b>, que expressou a gratidão e o orgulho de ver o legado de sua mãe sendo reconhecido e valorizado por toda uma nova geração. Ele compartilhou depoimentos de pessoas que afirmaram ter escolhido a Pedagogia como carreira por inspiração de sua mãe, um testemunho eloquente do impacto que ela teve na vida de tantos.
O legado de Maria Minervina: dedicação, amor e inspiração
<b>Maria Minervina Soares Cunha</b>, nascida em 20 de maio de 1946, dedicou sua vida incansavelmente à educação e à alfabetização. Sua jornada profissional na <b>Prefeitura de São José</b> teve início em 1992, após aprovação em concurso público. Desde então, construiu uma carreira exemplar, pautada por um compromisso inabalável com o ensino, um acolhimento caloroso aos estudantes e uma fervorosa defesa da educação como ferramenta essencial para a transformação social. Sua atuação não se restringiu a uma única modalidade ou faixa etária; ela deixou sua marca em diversas unidades da rede municipal, incluindo o CEI <b>São Judas Tadeu</b>, a Escola Básica Municipal (EBM) <b>Altino Corsino da Silva Flores</b> e o Centro Educacional Municipal (CEM) <b>Vila Formosa</b>.
A professora <b>Lia</b> era reconhecida não apenas por sua competência pedagógica, mas também por sua energia contagiante e sua capacidade de inspirar. A professora aposentada <b>Marli Geraci da Silva</b>, que a conheceu antes mesmo de <b>Maria Minervina</b> iniciar sua carreira docente, descreveu-a como "pura energia, pura felicidade", ressaltando o entusiasmo que permeava a convivência com todos. Essa vitalidade e paixão eram evidentes em seu trabalho, inclusive quando aceitou o desafiador papel de alfabetizar jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na infância, demonstrando sua crença na educação como um direito universal e contínuo.
Nunca é tarde para aprender e ensinar: o exemplo de Lia
Um dos aspectos mais inspiradores da trajetória de <b>Maria Minervina</b> foi sua própria busca incessante por conhecimento. Aos 58 anos, ela concluiu sua graduação em Pedagogia, um feito que reafirmou sua convicção de que nunca é tarde para aprender e, consequentemente, para ensinar com ainda mais propriedade e paixão. Sua vida foi um testemunho vivo dessa filosofia, guiada pelo princípio de que "o amor e o respeito é o mais importante de tudo", como bem lembrou a secretária adjunta de Educação, <b>Sonali Thiesen Lehmkuhl</b>, que teve a oportunidade de trabalhar com a educadora.
O falecimento de <b>Maria Minervina</b> em 2018, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), deixou uma lacuna, mas seu legado permaneceu vivo. Em reconhecimento à sua imensa contribuição para a educação de <b>São José</b>, o Centro de Educação Infantil do bairro <b>Ipiranga</b> foi honrado ao receber seu nome. Este ato de homenagem garante que sua memória seja perpetuada e que as futuras gerações, ao frequentarem a escola, saibam quem foi a inspiradora mulher que batizou o CEI. O livro e o curta-metragem agora elevam essa homenagem a um novo patamar, transformando sua história em material didático e cultural permanente, que transcende os muros da escola e se integra à narrativa da cidade.
A história da professora <b>Lia</b>, contada através dessas novas mídias, é um farol de inspiração para todos, especialmente em um mês tão significativo como o '<b>Julho das Pretas</b>'. Ela simboliza a força, a dedicação e o impacto transformador das mulheres negras na construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Sua paixão pela educação, seu acolhimento e seu exemplo de superação continuam a ecoar, lembrando-nos da importância de valorizar cada indivíduo e cada história que molda nossa comunidade.
Este artigo destaca não apenas um projeto educacional, mas uma celebração da vida, do legado e da contínua influência da professora <b>Maria Minervina Soares Cunha</b>. Para se aprofundar em mais notícias que valorizam a história e a cultura de <b>São José</b>, convidamos você a explorar outras reportagens e conteúdos exclusivos em <b>São José Mil Grau</b>, seu portal de informação e conexão com a comunidade. Mantenha-se atualizado e faça parte dessa rica narrativa josefense!
Fonte: https://saojose.sc.gov.br