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O estado de Santa Catarina se prepara para enfrentar um cenário meteorológico desafiador nos próximos dias, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitindo uma série de alertas climáticos severos. Dentre os comunicados, um em especial se destaca: o aviso de 'grande perigo', categorizado em vermelho, que sinaliza a possibilidade de chuvas torrenciais e seus impactos em diversas regiões catarinenses. Este alerta, válido entre a manhã desta sexta-feira (20) e o sábado (21) de fevereiro de 2026, mobiliza as autoridades e exige máxima atenção da população para evitar perdas e preservar vidas, dado o alto risco de alagamentos, deslizamentos e outros danos significativos.

O alerta vermelho: 'Grande perigo' e os impactos previstos

A classificação de 'grande perigo' é a mais elevada na escala do Inmet e indica que a situação climática apresenta um risco iminente para a segurança da população e para o patrimônio público e privado. Para as regiões sob este alerta, a previsão aponta para um volume de chuva que pode superar os 60 mm/h ou 100 mm/dia. Tais índices são considerados extremamente elevados e podem saturar rapidamente o solo, levando a uma série de consequências graves. O Inmet detalha que há um alto potencial para a ocorrência de alagamentos em áreas urbanas, transbordamentos de rios e córregos, e, um dos cenários mais críticos, deslizamentos de encostas, especialmente em locais com topografia acidentada ou com ocupação irregular.

Regiões mais vulneráveis ao 'grande perigo' de chuvas

As áreas mais críticas, designadas com o aviso de 'grande perigo' para acumulado de chuva, compreendem a Grande Florianópolis, o Vale do Itajaí, o Norte catarinense, a região Sul do estado e a Serra. Cada uma dessas localidades possui características geográficas que as tornam particularmente suscetíveis aos efeitos de chuvas intensas. A Grande Florianópolis, por exemplo, com sua densidade urbana e áreas de planície costeira, enfrenta o risco de rápida acumulação de água e inundações. O Vale do Itajaí e o Norte, atravessados por rios de grande porte e com cidades cortadas por córregos, são historicamente atingidos por cheias. Já as regiões Sul e da Serra, com suas encostas e relevo acidentado, estão mais vulneráveis a deslizamentos de terra, que podem isolar comunidades e causar desabamentos.

Alertas de 'Perigo' e 'Perigo Potencial': Abrangência e detalhes

Além do alerta de 'grande perigo', o Inmet emitiu outros dois avisos de menor severidade, mas que ainda demandam atenção: o de 'perigo', em laranja, e o de 'perigo potencial', em amarelo. Essas categorizações indicam riscos significativos para o estado como um todo, englobando fenômenos como tempestades, ventos intensos e queda de granizo, que, embora não tão extremos quanto o 'grande perigo', podem causar prejuízos consideráveis e colocar a população em situação de vulnerabilidade.

Aviso laranja: 'Perigo' de tempestades abrangentes

O alerta laranja de 'perigo' estende-se a todas as regiões de Santa Catarina, com previsão de tempestades que podem trazer chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, acompanhadas de ventos intensos, com velocidades que variam de 60 a 100 km/h. Este cenário de ventos fortes, combinado com chuvas volumosas, eleva o risco de corte de energia elétrica, que pode afetar residências, hospitais e serviços essenciais. Há também uma preocupação significativa com estragos em plantações, causando prejuízos econômicos à agricultura, e com a queda de árvores, que representam perigo para pedestres, veículos e infraestruturas, além de obstruir vias. Alagamentos localizados também são uma possibilidade, mesmo fora das áreas de 'grande perigo'.

Aviso amarelo: 'Perigo potencial' e a ameaça de granizo

Na categoria de 'perigo potencial', sinalizada pela cor amarela, todo o estado de Santa Catarina está sob atenção para tempestades com ventos intensos, na faixa de 40 a 60 km/h, e a possibilidade de queda de granizo. Embora a intensidade seja menor que nos alertas vermelho e laranja, a ocorrência de granizo pode provocar danos materiais expressivos, como avarias em telhados de residências e veículos, além de perdas significativas em lavouras, comprometendo a produção agrícola. Os ventos, mesmo em menor velocidade, podem derrubar galhos de árvores e objetos soltos, exigindo cautela e medidas preventivas por parte da população.

Entendendo o sistema de alertas do Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária, desempenha um papel crucial na segurança pública ao monitorar e prever fenômenos meteorológicos. Seus avisos são elaborados com base em uma sofisticada rede de dados, que inclui informações de estações automáticas espalhadas pelo território nacional, imagens de satélites e a aplicação de modelos numéricos de previsão do tempo. Essa tecnologia permite ao Inmet classificar a intensidade dos fenômenos observados em três níveis distintos, utilizando um código de cores que facilita a compreensão e a tomada de decisões por parte da população e dos órgãos de defesa civil.

A escala de severidade do Inmet é intuitiva e universalmente reconhecida: o vermelho indica 'grande perigo', o mais alto nível, alertando para fenômenos meteorológicos de intensidade excepcional com grande probabilidade de causar danos e riscos à vida. O laranja representa 'perigo', sinalizando condições meteorológicas intensas com risco moderado a alto de danos e acidentes. Por fim, o amarelo corresponde a 'perigo potencial', indicando que as condições meteorológicas são favoráveis à ocorrência de fenômenos moderados, mas que, ainda assim, podem causar transtornos e danos menores se as devidas precauções não forem tomadas. A compreensão desses níveis é vital para que cada cidadão possa reagir adequadamente aos avisos.

Recomendações essenciais para a segurança

Diante dos alertas emitidos, é fundamental que a população adote medidas preventivas rigorosas. Em caso de rajadas de vento fortes, é imperativo que as pessoas não se abriguem debaixo de árvores, pois há um elevado risco de queda e de descargas elétricas, que podem ser fatais. Da mesma forma, evitar estacionar veículos próximos a torres de transmissão de energia elétrica e placas de propaganda é crucial, pois essas estruturas podem não resistir à força dos ventos e cair. A segurança deve ser a prioridade máxima, e a observância dessas simples regras pode fazer toda a diferença.

Outra medida de segurança importante é a precaução com a rede elétrica. Se possível e seguro, desligar aparelhos elétricos e o quadro geral de energia pode prevenir danos causados por picos de energia ou curtos-circuitos durante tempestades severas. Em qualquer situação de risco ou emergência, é vital buscar informações e assistência junto aos órgãos competentes: a Defesa Civil, que pode ser contatada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros, disponível no número 193. Ambos estão preparados para orientar e atuar em situações críticas, oferecendo suporte e intervenção quando necessário. Manter-se informado pelos canais oficiais e seguir suas orientações é a melhor forma de proteger-se e proteger a comunidade.

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Fonte: https://g1.globo.com

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