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Em 12 de março, o calendário global marca o <b>Dia Mundial do Rim</b>, uma data dedicada a lançar luz sobre a crescente prevalência das doenças renais em todo o mundo. A iniciativa visa não apenas aumentar a conscientização, mas também sublinhar a crucial importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para milhões de pessoas. No contexto de <b>Criciúma</b> e região, o <b>Hospital São José (HSJosé)</b> se destaca como um pilar fundamental no combate a essas enfermidades, reafirmando seu compromisso com a saúde renal através de um serviço de nefrologia de excelência, capaz de acompanhar pacientes em todas as etapas da doença, desde o monitoramento ambulatorial até terapias renais substitutivas complexas e o transplante renal.

A gravidade das doenças renais reside, em grande parte, em sua natureza silenciosa. Frequentemente, estas condições progridem sem manifestar sintomas evidentes em seus estágios iniciais, o que as torna uma ameaça muitas vezes invisível até atingirem fases avançadas. Essa característica insidiosa ressalta a necessidade imperativa de exames de rotina e um acompanhamento médico contínuo, especialmente para indivíduos com fatores de risco estabelecidos, como hipertensão arterial, diabetes mellitus, obesidade e um histórico familiar de problemas renais. A negligência desses fatores pode levar a um diagnóstico tardio, limitando as opções de tratamento e impactando significativamente a qualidade de vida do paciente.

A ameaça silenciosa: entendendo as doenças renais

Os rins, órgãos vitais e multifuncionais, desempenham um papel central na manutenção da homeostase do corpo. Eles são responsáveis por filtrar aproximadamente 180 litros de sangue por dia, removendo toxinas, resíduos metabólicos e excesso de fluidos, que são então excretados na urina. Além disso, participam ativamente da regulação da pressão arterial, da produção de glóbulos vermelhos e da saúde óssea. Quando a função renal é comprometida, essas tarefas essenciais são prejudicadas, levando a um acúmulo de substâncias nocivas no organismo e a uma série de complicações sistêmicas.

A médica nefrologista <b>Dra. Marina Mendes Felisberto</b>, do <b>Hospital São José de Criciúma</b>, enfatiza a relevância da detecção precoce: “As doenças renais, na maioria das vezes, são silenciosas e podem evoluir sem apresentar sintomas nas fases iniciais. Por isso, a importância de realizar exames simples, como a dosagem de creatinina no sangue e o exame de urina, que ajudam a identificar alterações precocemente.” A creatinina, um produto residual do metabolismo muscular, serve como um indicador-chave da função renal; seus níveis elevados no sangue podem sinalizar que os rins não estão filtrando adequadamente. O exame de urina, por sua vez, pode revelar a presença de proteínas ou sangue, que são fortes indícios de lesão renal.

Além dos exames, <b>Dra. Marina</b> ressalta que é “fundamental manter hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, evitar o excesso de sal, não utilizar medicamentos sem orientação médica e ingerir uma quantidade adequada de água para manter o bom funcionamento dos rins”. Uma dieta rica em frutas, vegetais e proteínas magras, com baixo teor de alimentos processados e sódio, é crucial. O excesso de sal, em particular, contribui para a hipertensão, um dos principais fatores de risco para doenças renais. A automedicação, especialmente com anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), pode ser nefrotóxica e deve ser evitada. A hidratação adequada, geralmente entre 2 a 3 litros de água por dia, auxilia os rins a eliminar toxinas eficientemente.

HSJosé: referência em cuidado nefrológico integral na região

O <b>Hospital São José de Criciúma</b>, conforme destaca <b>Dra. Marina</b>, oferece uma infraestrutura completa e altamente especializada para o acompanhamento e tratamento de pacientes renais. “Aqui no serviço de nefrologia acompanhamos desde pacientes em atendimento ambulatorial, que estão monitorando a evolução da doença renal, até aqueles que já necessitam de terapias como hemodiálise ou diálise peritoneal. Também contamos com o serviço de transplante renal para os casos em que esse tratamento é indicado”, explica a nefrologista. Essa abordagem multifacetada garante que cada paciente receba um plano de cuidado individualizado, adaptado à sua condição e estágio da doença.

Atualmente, a instituição presta assistência vital a um número significativo de pacientes. Cerca de <b>220 pacientes</b> estão em tratamento de hemodiálise, a maioria proveniente dos municípios das associações de municípios da Região Carbonífera (<b>AMREC</b>) e do Extremo Sul Catarinense (<b>AMESC</b>), reforçando o papel do hospital como um centro regional. Adicionalmente, <b>20 pacientes</b> recebem acompanhamento especializado para diálise peritoneal. A hemodiálise é um procedimento que filtra o sangue fora do corpo, enquanto a diálise peritoneal utiliza o peritônio (membrana que reveste o abdômen) para filtrar as toxinas, oferecendo maior flexibilidade para o paciente realizar o tratamento em casa. Ambos são essenciais para manter a vida de indivíduos com insuficiência renal avançada, mas demandam um acompanhamento rigoroso e uma equipe multiprofissional dedicada.

Impacto regional e o avanço do transplante renal

A <b>Dra. Cassiana Mazon Fraga</b>, médica nefrologista, chefe do serviço de nefrologia e diretora técnica do <b>HSJosé</b>, enfatiza que a estrutura do hospital é um pilar para a saúde renal na região. “O serviço de nefrologia do <b>Hospital São José</b> foi estruturado ao longo dos anos para oferecer assistência integral ao paciente com doença renal. Hoje contamos com uma equipe especializada, estrutura adequada para terapias e também com a possibilidade de realizar o transplante renal na própria instituição”, afirma. Essa capacidade de proporcionar um atendimento completo, desde o diagnóstico até as mais avançadas terapias, representa um avanço inestimável para os pacientes locais, que não precisam mais se deslocar para grandes centros para receber tratamento de alta complexidade.

O programa de transplantes renais do <b>HSJosé</b> é um marco, tendo realizado <b>137 transplantes</b> desde sua habilitação. Este serviço oferece uma nova e promissora perspectiva de vida para muitos pacientes que, de outra forma, estariam permanentemente dependentes da diálise. O transplante renal não apenas aumenta a expectativa de vida, mas também proporciona uma melhoria drástica na qualidade de vida, permitindo maior liberdade, autonomia e reintegração social. O acompanhamento pré e pós-transplante é intensivo, envolvendo uma equipe multidisciplinar que assegura a adaptação do paciente e a longevidade do enxerto.

<b>Dra. Cassiana</b> conclui: “O transplante renal é, em muitos casos, a melhor alternativa terapêutica para o paciente com doença renal crônica avançada, pois proporciona mais qualidade de vida e autonomia. Ter esse serviço disponível na região facilita o acesso dos pacientes, reduz deslocamentos para outras cidades e garante um acompanhamento mais próximo tanto no pré quanto no pós-transplante.” A proximidade e a segurança no tratamento são fatores cruciais para a recuperação e bem-estar dos pacientes e de suas famílias.

Prevenção: o alicerce para a saúde renal

A prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz contra as doenças renais. Adotar um estilo de vida saudável é a primeira linha de defesa. Isso inclui manter uma dieta equilibrada e pobre em sódio, rica em alimentos naturais que não sobrecarregam os rins. O controle rigoroso da pressão arterial e do diabetes, através de medicação e acompanhamento médico, é vital, pois essas condições são as principais causas de insuficiência renal. A ingestão adequada de água purifica o organismo, e evitar a automedicação, especialmente de fármacos que podem ser tóxicos para os rins, protege a função renal. Manter um peso saudável e não fumar também são atitudes preventivas cruciais. Fumar, por exemplo, acelera a progressão da doença renal e aumenta o risco de doenças cardiovasculares, que frequentemente coexistem com problemas renais.

A realização de exames periódicos, como a dosagem de creatinina e o exame de urina, é essencial para identificar qualquer alteração nos estágios iniciais, quando o tratamento é mais eficaz. Para grupos de risco, essa frequência deve ser ainda maior e determinada pelo médico. O diagnóstico precoce permite a implementação de medidas que podem retardar a progressão da doença, preservar a função renal e, em muitos casos, evitar a necessidade de terapias substitutivas ou transplante.

O <b>Dia Mundial do Rim</b> serve como um lembrete anual da importância de cuidar desses órgãos vitais. O <b>Hospital São José de Criciúma</b>, com sua estrutura avançada e equipe dedicada, é um parceiro fundamental da comunidade nessa jornada de prevenção, diagnóstico e tratamento. A saúde renal é uma responsabilidade compartilhada entre instituições de saúde e cada indivíduo. Não subestime a capacidade dos seus rins e não ignore os sinais que seu corpo pode enviar. Para mais informações sobre saúde, bem-estar e notícias locais que impactam sua vida em <b>Criciúma</b> e região, continue navegando no <b>São José Mil Grau</b> e mantenha-se sempre informado!

Fonte: https://g1.globo.com

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