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Um incidente alarmante abalou a tranquilidade de Itajaí, no litoral de Santa Catarina, quando um prédio residencial de quatro andares sofreu um afundamento significativo, forçando a evacuação imediata de 65 moradores. A estrutura, com mais de três décadas de existência, cedeu aproximadamente 40 centímetros na última quarta-feira, dia 15 de novembro, e voltou a apresentar estalos e um novo rebaixamento de cerca de 1 centímetro na quinta-feira subsequente, intensificando a apreensão e mobilizando as autoridades locais. Este evento não apenas deslocou dezenas de famílias, mas também levantou questões importantes sobre a segurança estrutural de edificações antigas e o impacto em comunidades.

A ação imediata da Defesa Civil e a interdição

Diante da gravidade da situação, a Defesa Civil de Itajaí agiu prontamente, interditando não apenas o prédio afetado, mas também outras duas residências localizadas na mesma rua, como medida de precaução. A interdição visa garantir a segurança dos moradores e de transeuntes, impedindo o acesso a áreas de risco iminente. A rápida resposta das autoridades foi crucial para gerenciar a crise inicial, coordenando a evacuação e avaliando os danos. As equipes técnicas da Defesa Civil continuam monitorando a estrutura para determinar os próximos passos e garantir que não haja novos movimentos que possam agravar o cenário.

Vítimas e o impacto humano do incidente

O susto e a correria durante a evacuação resultaram em ferimentos. Duas pessoas foram atingidas por estilhaços de vidro, enquanto uma terceira sofreu uma fratura no pé. Esses incidentes destacam o caos e o perigo que se instalaram no momento em que os moradores tentavam deixar seus lares em segurança. Além dos ferimentos físicos, o impacto psicológico nos evacuados é considerável, enfrentando a perda de seus pertences e a incerteza quanto ao futuro de suas moradias.

O drama da evacuação e o relato dos moradores

A aposentada Zenir Alves da Silva, moradora do prédio há três anos, compartilhou seu relato à NSC TV, descrevendo o momento de pânico. Ela e seu filho ouviram um barulho que parecia ser móveis sendo arrastados no andar de cima, logo seguido por gritos e correria nas escadarias. Em meio à tensão, o instinto de sobrevivência falou mais alto: “A gente só pegou o cachorrinho e saiu, sem celular, sem nada, sem documento, sem remédio”, contou Zenir. Ao chegar à parte inferior do prédio, a escadaria do primeiro andar já havia cedido, sublinhando a urgência da evacuação e o risco iminente.

Na manhã seguinte, Zenir e outros vizinhos aguardavam em frente ao edifício, na esperança de ter acesso aos seus apartamentos para recuperar itens essenciais como celulares, documentos e medicamentos. O Corpo de Bombeiros atuou na remoção de animais e objetos de valor dos imóveis, sempre priorizando a segurança das equipes e dos pertences resgatados. A prioridade imediata é a segurança e o bem-estar dos desalojados, que agora buscam abrigo e tentam reorganizar suas vidas.

Um time de handebol entre os desabrigados

Entre os 65 moradores afetados, estava uma equipe de handebol feminino, hospedada em um dos apartamentos que cedeu. Ao todo, 12 atletas foram impactadas pelo incidente, incluindo cinco jogadoras que se preparavam para disputar um campeonato mundial. O grupo era composto por atletas das categorias juvenil e júnior, com algumas sendo menores de idade, adicionando uma camada extra de preocupação à situação.

A escolha dos apartamentos para a hospedagem da equipe é de responsabilidade da Associação de Handebol de Itajaí (AHI), conforme informações da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (FMEL). Embora as atletas tenham conseguido resgatar passaportes e algumas peças de roupa e calçados, grande parte de seus pertences pessoais precisou ser deixada no local devido à instabilidade do prédio. A perda de material esportivo e itens pessoais pode ter um impacto significativo na preparação das atletas para a competição mundial, um momento crucial em suas carreiras.

A estrutura do prédio: idade e os sinais de alerta

Construído há mais de 30 anos, o prédio no centro de Itajaí apresentava rachaduras visíveis nas paredes e no chão, além de vidros quebrados, sinais claros de comprometimento estrutural. Embora as causas exatas dos danos ainda não tenham sido divulgadas pelas autoridades, a idade da edificação pode ser um fator relevante. Edifícios antigos, dependendo de sua manutenção e das condições do solo ao longo do tempo, podem ser mais suscetíveis a problemas estruturais como recalques diferenciais na fundação, infiltrações que comprometem a alvenaria, ou mesmo a fadiga dos materiais construtivos.

Itajaí, sendo a maior cidade do Litoral Norte catarinense, tem experimentado um crescimento urbano acelerado. A dinâmica de construções e as características geológicas do solo na região podem influenciar a estabilidade das edificações, especialmente em áreas densamente urbanizadas. A investigação em curso será fundamental para determinar se a causa do afundamento está relacionada a falhas estruturais, problemas de fundação, condições do solo ou outros fatores que contribuíram para o colapso parcial do edifício.

Apoio aos desabrigados e perspectivas futuras

Para mitigar o impacto imediato da tragédia, o município de Itajaí abriu uma estrutura de acolhimento para os moradores. Contudo, a maioria conseguiu se abrigar em casas de familiares, demonstrando a força da solidariedade comunitária. Além disso, um caminhão foi disponibilizado para auxiliar no transporte de colchões e outros utensílios dos moradores que precisaram mudar-se. Essa assistência é vital para as famílias que, de repente, se viram sem lar e com a maioria de seus pertences inacessíveis. As perspectivas futuras para o prédio são incertas, e dependerão do laudo técnico da Defesa Civil e de engenheiros, que determinarão se a estrutura pode ser recuperada ou se terá que ser demolida.

O incidente em Itajaí serve como um alerta para a importância da fiscalização e manutenção predial, especialmente em edificações mais antigas. A segurança habitacional é um direito fundamental, e eventos como este reforçam a necessidade de políticas públicas e atenção contínua à integridade de nossas cidades.

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Fonte: https://g1.globo.com

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